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Aprovação de novo cargo com salário alto gera controvérsia na Câmara Municipal de Itaperuna

Aprovação de novo cargo com salário alto gera controvérsia na Câmara Municipal de Itaperuna

A votação da criação de um novo cargo na Câmara Municipal de Itaperuna, com salário de R$ 6.711,95, gerou uma discussão acalorada entre os vereadores durante a sessão ordinária do dia 29 de março. O vereador Glauber Bastos questionou a proposta, afirmando que muitos RPA’s (Recibo de Pagamento Autônomo) estão com salários atrasados e passando por necessidades. Os vereadores Lalá, Siney e a Keila do Toldo também se manifestaram contrários ao requerimento, mencionando a situação precária do município.

Porém, na Sessão Ordinária desta segunda-feira (03), a proposta foi aprovada pela maioria dos vereadores, incluindo os autores do requerimento, Paulo César, Marquinho de Retiro, Carlinho Peixeiro e a Sargento Cristiane, que foi alvo de críticas devido ao seu envolvimento na mesa diretora e sua defesa da proposta. Durante a sessão, a vereadora Cristiane alegou estar sofrendo agressão psicológica por parte de um vereador, no momento também usou a palavra para se desculpar por ter se exaltado na última sessão. “Peço desculpas a sociedade itaperunense, mas eu me exaltei porque me fui imputado aqui um crime que eu não cometi, eu venho sofrendo agressões há mais de anos”, declara a Cristiane.

No decorrer da sessão, os vereadores Lalá, Keila do Toldo, Siney Torresmo e Glauber Bastos votaram contra a proposta de criação de um novo cargo na casa. Esses vereadores se manifestaram contrários à proposta por considerarem que existem outras prioridades para a cidade, como a melhoria dos serviços públicos e o pagamento de salários atrasados aos funcionários. A posição desses vereadores foi alinhada com a opinião de parte da população que vê a criação do novo cargo como um gasto desnecessário e injusto em um momento de crise econômica e social.

O presidente da casa, Paulo César, defendeu a proposta de criação do novo cargo e afirmou que não há nada de errado ou de ilegal na proposta. Ele ressaltou que o cargo não será preenchido imediatamente, mas somente quando a condição do município melhorar. “Eu quero fazer um compromisso que esse cargo que está sendo criado, só pode ser usado quando o município estiver em melhores condições”, afirmou o vereador.

Paulo César também rebateu as críticas dos vereadores que se opuseram à proposta, afirmando que eles não entenderam a real intenção do requerimento e que a criação do novo cargo é importante para garantir a eficiência da administração pública. Ele destacou que a contratação de novos servidores é essencial para melhorar os serviços oferecidos à população.

Apesar da defesa do presidente da Câmara, a proposta de criação do novo cargo continua gerando controvérsias entre os vereadores e a população. Enquanto alguns defendem que a medida é necessária para melhorar a eficiência da administração pública, outros alegam que é preciso priorizar outras necessidades da cidade, como a melhoria dos serviços públicos e o pagamento de salários atrasados aos funcionários.

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