O Jornal Correio da Manhã, publicou nesta semana uma matéria assinada por seu Diretor, Cláudio Magnavita, em que defende a Anistia como o caminho para a pacificação do Brasil. A publicação afirma ainda que o Brasil vive um cenário político conturbado onde eleição de 2022 não terminou e a de 2026 já teria começado. O articulista diz que a polarização uniu os dois pleitos, impedindo uma trégua entre os lados.
Segundo ele, o presidente Lula (PT), ao ser eleito por uma maioria ínfima, não desceu do palanque e manteve o mesmo discurso raivoso contra o bolsonarismo. Já do outro lado, a direita não teria se conformado com os resultados das urnas. Isso teria feito com que o ativismo do judiciário passasse a ditar grande parte do debate público.
Este ambiente político que se arrastou teria trazido grande instabilidade ao país. Em um lado o governo mal governa, com uma base no congresso marcada pela infidelidade, do outro a oposição tenta se sustentar para além do sobrenome Bolsonaro. O país estaria portanto, na visão de Magnavita, à deriva, mergulhado em insegurança jurídica e incertezas. Ele também afirma que as propostas de pacificação, como a anistia, são travadas sempre pelo fantasma de Bolsonaro em 2026.
Em virtude disto o governo Lula não demonstra boa vontade política, enquanto governadores de direita, responsáveis pela maior parte do PIB, enfrentariam resistência e até vetos presidenciais aos projetos que ajudariam seus estados. O processo tem tamanha ebulição, que agora chega até a líderes religiosos, o que demonstraria a urgência de retomar a paz.
Magnavita conclui dizendo que está nas mãos de líderes como Davi Alcolumbre (UNIÃO) e Hugo Motta (REP) a chance histórica de serem os pacificadores da nação. A anistia, nesse contexto, não representaria, para ele, impunidade, mas sim um gesto de amor ao Brasil e um caminho para a reconciliação nacional.
Fonte: Correio da Manhã