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Opinião: O último baile do Império e a festa de Murillo Gouvêa

Opinião: O último baile do Império e a festa de Murillo Gouvêa

No último sábado, 23/09, ocorreu no sítio Graças a Deus a comemoração do aniversário do Deputado Federal Murillo Gouvêa, filho do Prefeito de Itaperuna Alfredão (UNIÃO-RJ). Enquanto entre os convidados o clima era de amizade e alegria, não muito longe dali, no centro de Itaperuna, o clima bem diferente.

Em um sábado quente cidadãos revoltados criticavam em diversos grupos de whatsapp o prefeito e seu filho por promoverem uma festança, que teve até música ao vivo, enquanto a cidade vive uma crise sem precedentes. Os problemas, embora maquiados, seguem acontecendo cotidianamente e envolvem a crise com o Hospital São José do Avaí, falta de medicamentos, atraso nos pagamentos de servidores, fornecedores, de aluguéis, etc. Isso sem considerar as diversas suspeitas de corrupção que ocupam semanalmente as manchetes de diversos veículos de comunicação estado afora.

A festa, que contou com a presença da elite do Governo Alfredão, além do habitual puxa-saquismo dos blogueiros chapa branca, lembra uma espécie de último baile do Império só que as avessas. Enquanto a elite do Império festejava, a queda do governo de Dom Pedro II era tramada entre os descontentes. Agora as semelhanças param por ai, afinal a elite do Império era culta, inteligente, nobre de nascimento e de conduta, além de muito habilidosa na condução do Brasil, o que não pode ser dito da elite do Governo Alfredão.

Alguns dos personagens da festa de Murillo estão entre as figuras mais rejeitadas da política municipal. Dinossauros que fizeram a vida pendurados em cargos da prefeitura e que assistiram imóveis a decadência da sua própria cidade. Forasteiros que não tem uma gota de sangue itaperunense nas veias, mas que acharam aqui um meio de vida fácil. Uma pletora de bajuladores profissionais todos com seus chapéus de fazendeiro sem nunca terem segurado em uma enxada. Por fim um prefeito visivelmente cansado, paralisado, até meio perdido no meio de pessoas que ele parece nem lembrar quem são e se esforçando para levantar o dedão e dar um joia.

Uma elite decadente, se é que se pode chamar de elite, que esperamos muito em breve de lugar a uma outra mais vigorosa, jovem, nobre de espírito e capaz de melhorar o destino de Itaperuna.

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