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Sobe para 31 o número de mortos por chuvas no Rio Grande do Sul

Sobe para 31 o número de mortos por chuvas no Rio Grande do Sul

Ao menos 31 pessoas já morreram por causa das chuvas no Rio Grande do Sul desde domingo (28/04). A informação consta no último balanço da Defesa Civil, divulgado às 9h, desta 6ª feira (03/05). O temporal afetou 235 dos 496 municípios gaúchos. Segundo a Defesa Civil, o Estado tem:

  • 351.369 pessoas afetadas;
  • 17.087 desalojadas;
  • 7.165 em abrigos;
  • 74 desaparecidas;
  • 56 feridas

Eis a lista das cidades onde houve vítimas fatais (atualizado às 9h pela Defesa Civil):

  • Canela (2)
  • Candelária (1)
  • Caxias do Sul (1)
  • Bento Gonçalves (1)
  • Boa Vista do Sul (2)
  • Paverama (2)
  • Pantano Grande (1)
  • Putinga (1)
  • Gramado (4)
  • Itaara (1)
  • Encantado (1)
  • Salvador do Sul (2)
  • Serafina Corrêa (2)
  • Segredo (1)
  • Santa Maria (2)
  • Santa Cruz do Sul (2)
  • São João do Polêsine (1)
  • Silveira Martins (1)
  • Vera Cruz (1)
  • Taquara (2)

Ontem (02/05), o governador do Estado, Eduardo Leite (PSDB), afirmou que o rio Guaíba, em Porto Alegre, deve bater recorde e atingir um nível superior ao registrado em 1941. A previsão é que o nível das águas chegue a 5 metros.

A FAB (Força Aérea Brasileira) construirá um hospital de Campanha em Lageado, região sul de Porto Alegre. A estrutura hospitalar improvisada terá 60 leitos. Ao todo, as Forças Armadas já empregaram 932 militares, 68 viaturas e equipamentos de engenharia, 15 embarcações e 14 aeronaves no resgate às vítimas de inundações.

As chuvas têm atingido o Rio Grande do Sul desde o domingo (28/04). Na 4ª feira (01/05), Eduardo Leite decretou estado de calamidade pública e disse que esse pode ser o “maior desastre da história” da região em termos de perdas materiais. O governo federal reconheceu o estado de calamidade nesta 5ª feira (02/05).

Ontem o governador gaúcho publicou um vídeo em seu perfil no Instagram sobre o vazamento da barragem 14 de julho, que colapsou. Leite disse que o efeito do rompimento não causará uma “enxurrada” sobre os municípios, mas que a água subirá às margens de municípios próximos. Orientou a população a procurar pontos mais elevados no curso do rio e deixar suas casas caso esteja em áreas de risco de inundação.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteve ontem no Estado, acompanhado de uma comitiva de ministros, para tratar do cenário. Um sobrevoo no município de Santa Maria (RS) estava previsto, mas as condições climáticas fizeram com que os planos fossem cancelados. “Não faltará da parte do governo federal ajuda e dinheiro. Tudo o que estiver no alcance do governo federal seja através dos ministros, da sociedade civil ou dos nossos militares, a gente vai dedicar 24 horas para atender as necessidades básicas do povo que está isolado por conta da chuva”, disse o presidente durante reunião com Leite.

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