O Brasil continua significativamente atrasado em saneamento básico, ficando atrás de países como Índia em indicadores de cobertura de coleta e tratamento de esgoto. Os dados são do Banco Mundial e da Organização Mundial da Saúde (OMS) que comparam o desempenho internacional dos sistemas de saneamento.
Segundo a OMS, nosso país tem cerca de 50% da população morando em casas com acesso ao tratamento de esgoto, índice inferior ao de várias outras nações em desenvolvimento, como a Índia (52%) e abaixo da média global de acesso a saneamento adequado. O atraso ocorre apesar da aprovação do Novo Marco Legal do Saneamento Básico (Lei nº 14.026/2020), que estipula metas de universalização da água potável e do esgoto até 2033 e busca atrair investimentos públicos e privados para o setor.
Caso deseje de fato alcançar essas metas, especialistas estimam que o Brasil precise elevar substancialmente os investimentos anuais, com projeções destacando a necessidade de aportes muito acima do ritmo atual, ampliando programas de privatização, concessões e parcerias público-privadas que já movimentaram mais de R$ 160 bilhões desde 2020.
O desempenho brasileiro em saneamento básico é visto como o grande desafio de saúde pública e infraestrutura. Medidas adequadas geram impacto direto em qualidade de vida, desigualdade regional e desenvolvimento econômico.











