Estado do Rio: Impasse no PL pode favorecer a esquerda nas eleições deste ano

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), voltou a avaliar a possibilidade de permanecer no cargo até o fim do mandato. Caso decida assim, ele altera novamente os cenários que vêm sendo projetados para o pleito estadual deste ano e para a sua possível sucessão indireta na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ). A hipótese ganha força diante da falta de consenso interno no Partido Liberal (PL) em torno de um nome para disputar o governo tampão que ocorrerá no caso da sua renúncia para disputar o Senado Federal.

Nos bastidores, tem sido especuladas as chances de Nicola Miccione (PL), Douglas Ruas (PL) e André Ceciliano (PL) em uma eventual eleição indireta na ALERJ, mas aliados do governador afirmam que ele só avançará em um projeto eleitoral para o Senado se houver coesão partidária. Caso contrário, a tendência é concluir o mandato.

A manutenção de Castro no cargo teria impactos diretos no tabuleiro político nacional. Sem Flávio Bolsonaro na disputa e com o governador de fora, a esquerda passaria a ser favorecida nas eleições para o Senado. A avaliação é de que a eleição de Benedita da Silva para uma das vagas se tornaria praticamente assegurada, beneficiando o Partido dos Trabalhadores.

Deputados estaduais e federais que alternam apoio ao governo estadual com a construção de projetos próprios, também podem ser afetados. A expectativa é de que Castro restrinja espaços na administração estadual aos deputados que não aderirem à sua estratégia político-eleitoral, o que pode dificultar projetos de reeleição.

Apesar de liderar pesquisas para o Senado, segundo aliados, Castro tem dito que não se orienta por esses levantamentos. Setores do PL, incluindo o senador Flávio Bolsonaro, defendem que o governador-tampão dispute a reeleição para garantir visibilidade e um palanque para a candidatura presidencial da direita.

O governador, porém, resiste à ideia. Avalia que assumir o cargo em 2026 pode gerar desgaste diante da projeção de um déficit fiscal próximo de R$ 19 bilhões. Diante do impasse, a decisão mais provável, segundo interlocutores, é a permanência no cargo até o término do mandato.

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