Não é de hoje que os royalties do petróleo recebidos por alguns municípios do estado do Rio de Janeiro definem o sucesso políticos dos prefeitos dessas cidades. Quanto mais o brasileiro paga pelo litro da gasolina, mais dinheiro jorrando no cofres destes municípios.
Enquanto as cidades do interior lidam mensalmente com a escassez de recursos, as cidades do litoral fluminense parecem viver sempre nos tempos de uma bonança inesgotável. Uma riqueza digna de alguém que pode fazer compras todos os dias nas lojas mais caras sem nem olhar preço.
São bolsas de estudo para ensino superior em qualquer área, obras megalomaníacas dignas dos Emirados Árabes Unidos, programas de distribuição de renda com os valores mais altos do Brasil, eventos temáticos de proporções milionárias, infinitas secretarias e subsecretarias municipais com milhares de comissionados.
Como não deixaria de ser, o dinheiro que jorra dos poços de petróleo agora mira a influência política no estado. Nas eleições deste ano, talvez pela primeira vez, os municípios abençoados pelo ouro negro terão papel decisivo no processo eleitoral.
Nomes como Wladimir Garotinho (prefeito de Campos dos Goytacazes), Washington Quaquá (prefeito de Maricá), Welberth Rezende (prefeito de Macaé), Dr. Serginho (prefeito de Cabo Frio), Marcelo Delaroli (prefeito de Itaboraí), Rodrigo Neves (prefeito de Niterói), Capitão Nelson (prefeito de São Gonçalo), Eduardo Paes (prefeito do Rio de Janeiro) e Manoela Peres (ex-prefeita de Saquarema) devem dominar o cenário político no estado. Cada um de seu modo e buscando uma fatia do poder estadual e/ou nacional.











