Durante a oração do Ângelus de ontem (14/06) o papa Leão XIV afirmou que a prática e o anúncio do Evangelho fazem o mal desmoronar. Segundo o pontífice, a mensagem cristã atua “como uma doença que chega ao fim, como uma noite que dá lugar à aurora, como a morte vencida pelo Ressuscitado“.
Ao abordar a passagem do Evangelho segundo São Mateus (9,36-10,8), o papa ressaltou que o texto traz um grande presente ao envolver os ouvintes sob o olhar de Jesus, testemunhando a atenção de sua observação. Leão XIV declarou que o Filho de Deus, feito irmão da humanidade, observa a opressão, a violência, as feridas das guerras e o vazio do consumismo. De acordo com o líder da Igreja Católica, Jesus vê rostos reduzidos a máscaras, famílias destruídas pelo mal e jovens iludidos por falsos ideais.
“Jesus vê e ama. Ele ama e sofre por nós e conosco: a sua compaixão expressa não apenas proximidade fraterna, mas também a vontade de redenção“, afirmou o pontífice. Ele acrescentou que Cristo conhece e cuida do coração humano e, diante de pessoas que agem como “ovelhas sem pastor”, dedica-se a elas e envia trabalhadores para o mundo.
O papa explicou que o trabalho dos seguidores de Jesus consiste em oferecer o conforto de Deus aos que sofrem, levando caridade à miséria, esperança à aflição e fé à desconfiança. Ele lembrou que os primeiros doze trabalhadores mencionados na passagem se tornaram missionários e pregadores, citando desde Simão Pedro até Judas Iscariotes. A inclusão de Judas, segundo o papa, serve para lembrar que é possível seguir Jesus e traí-lo, embora o Evangelho permaneça como palavra viva e verdadeira.
Leão XIV reforçou que a Boa Nova é idêntica e libertadora ao longo dos séculos, anunciando a proximidade do Reino do Céu por meio da aproximação de Deus com cada indivíduo e nação. Esse olhar, conforme o pontífice, transforma a realidade e dá vida à Igreja, que é chamada a continuar a missão apostólica sob o princípio de receber e dar de graça.
Ao finalizar sua mensagem, o papa destacou que a tarefa de evangelizar nasce do dom de Deus, traduzido em perdão para o mundo, serviço aos pobres e empenho pela justiça. Ele concluiu pedindo a ajuda da Virgem Maria para que os fiéis respondam com alegria e coragem à missão proposta.











