O Banco Central (BC) anunciou a adoção de novas medidas, ainda mais rigorosas, para reforçar a segurança cibernética das instituições financeiras. A iniciativa gerou dúvidas entre usuários sobre um possível fim do Pix, porém a instituição esclarece que o sistema de pagamentos instantâneos não será extinto. As novas regras apenas preveem que bancos e fintechs com falhas na proteção digital sofram restrições operacionais.
As medidas respondem ao aumento de incidentes cibernéticos. Em 2024, as fraudes representaram 15% dos registros de segurança, e os ataques continuaram crescendo nos anos seguintes. Entre 2024 e 2025, os incidentes envolvendo bancos e fintechs cresceram quase 30%, com prejuízos superiores a R$ 1,5 bilhão. Um dos episódios de maior repercussão envolveu o desvio de cerca de R$ 800 milhões em operações via Pix. Segundo o BC, as regras de 2025 foram insuficientes para conter a evolução das ameaças.
As sanções serão aplicadas exclusivamente às instituições que descumprirem os requisitos de segurança. Desde maio de 2026, o BC intensificou o monitoramento e passou a exigir relatórios detalhados de segurança digital para mapear a tecnologia da informação (TI) e identificar vulnerabilidades. Entre as punições previstas para as instituições que não atenderem aos padrões incluem limitações nos horários de funcionamento do Pix e até, em casos críticos, a suspensão temporária do serviço.
De acordo com o Banco Central, o objetivo é incentivar o fortalecimento dos mecanismos de defesa de bancos e fintechs. As novas normas devem entrar em vigor ainda em 2026.










