Os gastos do governo federal com pessoal e encargos sociais totalizaram R$ 214,4 bilhões no primeiro semestre de 2026. O montante representa um crescimento real de 10,6% em relação aos R$ 193,9 bilhões registrados em igual período de 2025, considerando valores corrigidos pela inflação. Os dados foram divulgados pelo Tesouro Nacional.
O resultado do acumulado dos primeiros seis meses de 2026 é o maior valor desembolsado para o período desde 2020, quando as despesas alcançaram R$ 219 bilhões. O recorde histórico da série temporal ocorreu na primeira metade de 2019, momento em que o indicador atingiu R$ 220,7 bilhões. O cálculo global apresentado pelo Tesouro incorpora o pagamento de sentenças judiciais e precatórios, que consistem em dívidas do poder público reconhecidas por decisões da Justiça sem possibilidade de recurso.
Ao isolar os desembolsos com sentenças judiciais e precatórios, a despesa direta com funcionalismo e encargos no primeiro semestre de 2026 totalizou R$ 203,7 bilhões. Sob esse recorte, a elevação real no comparativo interanual foi de 5,8% em relação aos primeiros seis meses de 2025.
Em paralelo à alta nas despesas no semestre, o quadro de pessoal do Poder Executivo federal registrou retração no período de um ano. Em junho de 2026, o governo federal somava 569.230 servidores ativos, ante 573.485 contabilizados no mesmo mês do ano anterior. A diferença aponta uma redução de 4.255 funcionários ativos no período de 12 meses, equivalente a um declínio de 0,74%.










