Após pedido do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, 14 países latino-americanos e caribenhos anunciaram uma ação conjunta contra 24 organizações classificadas pelos EUA como grupos terroristas. A medida inclui o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), apontados nos itens 16 e 17 da lista.
A declaração foi divulgada pelo Secretaria de Estado dos EUA e pelos governos de Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago. O documento prevê medidas como congelamento de bens, restrições de imigração e vistos, e responsabilização criminal para quem fornecer apoio material. Cada país adotará as ações conforme suas próprias normas.
A coalizão reúne 19 países e busca ampliar a cooperação contra o crime organizado entendendo grupos, como cartéis, como ameaças à segurança regional. O governo americano esclareceu que a designação não confere autoridade militar adicional aos EUA em territórios vizinhos.
A inclusão das facções brasileiras ocorre em meio à pressão de Washington, que criticou o Brasil pelo enfrentamento aos grupos. O governo brasileiro rejeitou a avaliação e defendeu mecanismos próprios. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou propostas de cooperação aos EUA sem resposta até o momento e, na ONU, defendeu a soberania nacional, rejeitando a transferência do controle de fronteiras e instalações militares.











