O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou uma expressão associada ao jogo de truco para provocar o senador Flávio Bolsonaro (PL), após o adversário apresentar condições para ampliar a quebra de sigilo de ambos e de familiares. “Hoje ele inventou um monte de mentira e trucou 6. Eu vou meter um 9 na cara dele amanhã”, afirmou Lula durante ato de campanha em Belo Horizonte.
Na sequência, o presidente voltou a criticar o adversário e afirmou que ele não teria informações consistentes. “Ele não tem nenhuma carta boa, só tem mentira, as cartas dele são todas falsas”, declarou.
Flávio encaminhou ao ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), uma lista de exigências para aceitar a proposta de ampliação da quebra de sigilos. Entre os pedidos estão a divulgação de gastos com cartões corporativos da Presidência desde janeiro de 2023, da agenda da primeira-dama Janja Lula da Silva anterior a fevereiro de 2025 e dos registros de visitas dos filhos de Lula ao Palácio da Alvorada.
O senador também pediu informações sobre o uso de helicópteros, despesas da residência oficial da Presidência e dados relacionados a empresas dos filhos do presidente, especialmente Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, além de informações sobre o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola.
Segundo o coordenador político da campanha de Lula, Camilo Santana (PT-CE), o presidente aceita as condições apresentadas por Flávio para abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos, desde que o adversário também cumpra os mesmos termos.
A equipe jurídica da campanha de Lula prevê protocolar a resposta no TSE nesta quinta-feira (22/10), às 11h. A disputa sobre a abertura de sigilos começou durante o debate da TV Band, no domingo (18/10).