Durante a campanha eleitoral este jornal seguiu uma linha editorial crítica ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Foram diversos artigos de opinião que variou entre as críticas, deixando claro que, como no artigo publicado no jornal O Estado de São Paulo, Lula representa o Brasil que não queremos.
Em nossa declaração de valores somos bastante absolutos em informar que, embora não apaixonados em nossas posições, temos uma visão específica de mundo. Essa visão é o que defini o que será publicado.
Fomos questionados sobre a nossa imparcialidade e percebemos que nunca respondemos ao caso – o que faremos agora.
Somos imparciais no tratamento das notícias, apegando-se a realidade dos fatos. Não na escolha das noticias, na visão de mundo e na linha editorial.
No princípio 1 afirmamos ser “independentes, impessoais e objetivos” trazendo em seguida a explicação de como isso se aplica na prática “independente de ligações pessoais ou empresariais a curadoria das reportagens permanece estritamente jornalística.
No princípio 2 deixamos claro ser “defensores da verdade dos fatos” explicando que “a notícia deve ser a versão mais próxima da verdade, buscando os fatos com precisão, sem paixão e com o devido distanciamento.”
Cometemos erros? Sem dúvida. Por outro, sempre em busca de acertar e dispostos a corrigir se demonstrado o desacerto.
Essa posição é uma das únicas com esse tipo de firmeza ética em veículos de comunicação, nos atrevemos a dizer, em toda a região Noroeste Fluminense (que é nosso campo de atuação).
Durante o processo eleitoral assistimos colegas jornalistas, se é que podem ser chamados de jornalistas, agir com uma preocupação menor que zero em apresentar fatos reais ou minimamente verificáveis – apenas fazendo uma defesa apaixonada, embora muitas vezes mentirosa, de seu próprio campo político.
Não foi nosso caso.
Temos o legítimo de direito de auto definição de valores e da defesa desses valores se eles não violam qualquer lei – e não violam. Também temos o legítimo direito de criticar o governo e qualquer decisão do Estado com a qual discordemos – ao menos é está na Constituição de 1988 que acreditamos ainda rege os direitos fundamentais de nosso país.
Emitimos opiniões e esse é o nosso direito como um jornal independente.
Enquanto este país for uma democracia que ao menos se presume plena, continuaremos fazendo isso, com a mesma postura incansável que moldou este jornal desde o começo.
Em uma eleição conflagrada e disputada, como foi a eleição presidencial de 2026, é natural que as pessoas façam pressão para a adoção de uma postura colaborativa que ajude ou ao menos que não atrapalhe o candidato A ou B. Isso é normal e aceitável. Ataques a imprensa livre, como temos sofrido, não são.
Durante todo o pleito sofremos ataques bastante consideráveis de pessoas que, desculpe-nos a informalidade, “juram juradinho” que defendem tolerância e valores democráticos. Pelas atitudes, não parece ser o caso.
Não comentamos sobre estes ataques durante o processo eleitoral pois não desejamos aumentar a conflagração em que vive nosso país. Só que o processo eleitoral passou e os ataques permanecem. No âmbito social inclusive, parece que o “clima” piorou.
Todos tem o legitimo direito a ter a própria opinião – inclusive este jornal. Sofrer ataques e ameaças portanto, em virtude disto, não é aceitável e nem civilizado. Isso significa que caso você, nosso leitor e expectador, não concorde com nossos princípios, opiniões, valores ou linha editorial, basta parar de nos seguir e acompanhar – atacar entretanto, não será mais admitido e será reportado as autoridades competentes.
Ao contrário do que pensam, o uso da força ou ameaça de força nunca teve na história os efeitos desejados contra as ideias, afinal, ideias são à prova de balas.