Brasil: Correios acumulam R$ 8,5 bilhões e 14 trimestres de déficit

Os Correios divulgaram nesta semana um prejuízo de R$ 8,5 bilhões referente ao exercício de 2025. O resultado amplia a sequência negativa da estatal, que acumula 14 trimestres consecutivos de balanço deficitário desde o fim de 2022. Conforme o balanço, o principal fator para o montante foi o pagamento de R$ 6,4 bilhões em precatórios — dívidas judiciais sem possibilidade de recurso.

A receita da companhia também apresentou retração, somando R$ 17,3 bilhões, o que representa uma queda de 11,35%. O desempenho foi impactado pela redução superior a 60% no volume de encomendas, reflexo das mudanças na tributação de importações. Além disso, a estatal reservou R$ 2,63 bilhões para o pagamento de ações trabalhistas, classificando o valor como passivo herdado de gestões anteriores.

Os indicadores atuais contrastam com os resultados registrados durante a gestão de Jair Bolsonaro, período em que a estatal apresentou superávit. Com a retomada dos déficits recorrentes, os Correios têm adotado medidas para tentar equilibrar o caixa, como o lançamento de programas de demissão voluntária.

No campo financeiro, a empresa contratou um empréstimo de R$ 12 bilhões junto a um consórcio formado por Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú e Santander. A operação possui garantia da União, transferindo ao governo federal o risco em caso de inadimplência. Há ainda a previsão de ampliar o limite para novos empréstimos em até R$ 8 bilhões. Apesar das captações de crédito, o cenário da estatal permanece pressionado pelo aumento de despesas e pela queda sistemática de receitas.

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