A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos registrou um prejuízo de R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026, de acordo com o balanço financeiro divulgado pela empresa no fim de semana. O resultado negativo dos três primeiros meses deste ano representa uma alta de 82,35% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o déficit foi de R$ 1,7 bilhão.
O montante acumulado de janeiro a março de 2026 supera o prejuízo total registrado em todo o ano de 2025, que fechou em R$ 1,7 bilhão. Segundo estimativas da própria estatal, a projeção para o fechamento do ano de 2026 aponta que o rombo anual pode ultrapassar R$ 10 bilhões.
Os dados demonstram uma trajetória de declínio nos resultados da companhia nos últimos anos. Os prejuízos começaram ainda em 2023, no começo do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e seguem até a data atual.
A atual gestão da empresa, presidida por Fabiano Silva Santos, atribui parte das perdas financeiras aos impactos da tributação sobre compras internacionais de pequeno valor feitas pela internet, medida popularmente conhecida como “taxação das blusinhas”. Segundo ele, a taxação afetou o volume do comércio eletrônico de pequenas encomendas, segmento que respondia pela maior parte da receita da companhia.











