Integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) têm manifestado sinais de preocupação com a aproximação do período eleitoral e a possibilidade de uma eventual vitória da oposição. Segundo o site Diário do Poder, uma parte da Corte estaria demonstrando desconfiança em relação ao ministro Nunes Marques, atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e indicado ao cargo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em razão disso, os ministros cogitam mecanismos para chamar para si decisões que competem originalmente à corte eleitoral. Nos bastidores, o julgamento conjunto de recursos que tratam da autocensura aplicada às plataformas de tecnologia, as chamadas big techs, foi interpretado como uma tentativa de estabelecer controle sobre a circulação de conteúdos.
O clima de tensão entre os ministros intensificou-se após a decisão de Nunes Marques de suspender uma pesquisa eleitoral que direcionava respostas desfavoráveis ao senador Flávio Bolsonaro (PL). Diante do episódio, o STF estuda a possibilidade de legislar diretamente sobre o tema, superando a atuação do TSE e do Congresso Nacional. A intenção seria definir regras, critérios de registro e a metodologia a ser aplicada nos levantamentos de intenção de voto.
Como alternativa ao controle externo, avalia-se que os próprios institutos de pesquisa deveriam buscar a preservação de sua credibilidade por meio de uma autorregulamentação. O modelo seguiria o que é adotado historicamente pelo Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR).











