Os preços do pescado tiveram reajuste de até 52,53% este ano em comparação com o mesmo período do ano passado. O maior aumento foi do filé da sardinha, vendido agora por R$ 37,98 o quilo contra os R$ 24,90 registrado em 2025 na Quarta-feira de Cinzas, que marca o início da preparação para a Páscoa.
Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca), o aumento ocorreu em função do aumento do óleo diesel e a oferta do produto no mercado, com as fortes chuvas nos dois primeiros meses do ano prejudicando a pesca. Esse peixe (sardinha) é a principal espécie do setor pesqueiro do Brasil em volume de produção, com 95% sendo destinados para a indústria de conserva.
A entidade apontou ainda para o aumento gradativo do impostos sobre o a sardinha, a partir deste ano, que chegará a 28,5%. Isso ocorrerá em função da conserva do peixe ter ficado fora da cesta básica na reforma tributária. “É um produto altamente consumido justamente no interior do país, especialmente pela camada mais pobre da população”, disse a associação.
O cação também teve alta de 42,98%, com preço passando de R$ 34,90 par R$ 49,90. O quilo da cavalinho subiu de R$ 14,90 para R$ 16,90, uma diferença de 13,42%. Já a corvina e a tilápia tem mantido seus valores.
Atualmente, o consumo nacional de tilápia se situa em 4 quilos por habitante ao ano. Nos últimos 11 anos o consumo da tilápia avançou, em média, 10,3% ao ano.











