Brasil: Preço médio do prato feito chega a R$ 31,90 e acumula alta de 7,2% em 2026

O setor de alimentação fora de casa enfrenta forte pressão de custos em 2026, com impacto direto no consumidor final. A inflação do prato feito (PF) acumula alta de 7,2% no ano, elevando o preço médio da refeição na rua para R$ 31,90. Para o trabalhador urbano que consome o prato cinco vezes por semana, o desembolso mensal alcança R$ 638 por pessoa. Os dados integram o Índice Prato Feito (IPF), elaborado pela Faculdade do Comércio (FAC-SP).

A elevação dos preços resulta do encarecimento de insumos, logística e custos fixos. No campo das matérias-primas, o feijão-carioca subiu 52,82% no primeiro semestre. O transporte da produção também encareceu devido às oscilações no preço do óleo diesel. Nos estabelecimentos, pesam os reajustes na energia elétrica, aluguéis e gás de cozinha, inviabilizando a manutenção das margens anteriores.

O levantamento aponta variação de 16,4% no valor do PF entre as regiões do país: Sul – R$ 34,90 (maior média do país); Centro-Oeste – R$ 34,45 (pressionado pela logística), Sudeste – R$ 31,99; Nordeste – R$ 30,00; e Norte – R$ 29,99.

A diferença entre a inflação geral e a da alimentação na rua ocorre devido metodológico. O IPCA abrange itens sem impacto direto no setor, como bens duráveis e turismo. Já o IPF monitora exclusivamente a flutuação de alimentos in natura, mão de obra e manutenção comercial, coletando dados em quase 900 estabelecimentos.

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