Brasil: Rejeição a Lula entre evangélicos chega a 85,5% e impulsiona campanha de boicote

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta sua maior resistência junto ao eleitorado evangélico, segmento no qual a desaprovação ao seu trabalho alcançou 85,5%. Os dados, coletados no fim do primeiro trimestre de 2026 pela AtlasIntel/Bloomberg, apontam uma rejeição que beira os 90% dentro deste grupo religioso.

O cenário geral também apresenta oscilações negativas para o Palácio do Planalto. Segundo a série histórica, a aprovação do governo caiu de 51% em janeiro de 2024 para os atuais 46%. No sentido inverso, a desaprovação saltou de 45% para 54% no mesmo período. Entre os evangélicos, contudo, o distanciamento é descrito como estrutural e consolidado desde o início do mandato.

A divulgação dos índices impulsionou uma campanha digital liderada por influenciadores, cantores gospel e lideranças religiosas. As publicações focam na violação de princípios cristãos por parte da esquerda e incentivam um boicote para elevar a rejeição a 100% e reduzir a base governista nas eleições deste ano. Atualmente, os evangélicos somam mais de 50 milhões de pessoas no Brasil, representando cerca de 30% da população.

Analistas indicam que o público conservador rejeita pautas da chamada “esquerda identitária”, preferindo alinhamento com candidatos de direita ou centro. Recentemente, o desgaste foi acentuado pelo desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói. Uma ala que criticava a família tradicional foi associada pelos fiéis ao presidente Lula, que era o homenageado do samba-enredo da agremiação.

O movimento nas redes sociais tornou-se um dos principais vetores de desgaste eleitoral para o presidente. Isso tem consolidado o maior segmento religioso organizado do país como o principal polo de oposição ao atual governo.

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