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Cultura Bíblica

Cultura Bíblica

O pedido do MP, motivado por um cidadão itaperunense, de retirar a leitura da Bíblia das sessões da Câmara Municipal na quarta feira gerou polêmica. Enquete feita por este Blog demonstrou que a maioria dos nossos leitores deseja que a leitura permaneça e nós também desejamos. A alegação de Estado Laico para retirada da Bíblia foi usada como subterfugio para outra coisa que falaremos em outro artigo, mas primeiro o caso da Câmara Municipal.

A Bíblia não é, para o Brasileiro, apenas um livro religioso é também o mais poderoso instrumento cultural. Após remover os artigos do regimento interno o que fará o MP? Vai pedir a remoção do Crucifixo? Ou quem sabe remover a imagem da Senhora de Aparecida? Que tal remover o Cristo do morro? Que a Prefeitura pare de fazer manutenções no local? Afinal, o Estado é laico e não deveria gastar recursos na manutenção de imagens cristãs. Suas excelências já entraram com pedidos para a mudança dos nomes dos municípios de São José de Ubá? Santo Ântonio de Pádua? Bom Jesus do Itabapoana? São Gonçalo? São Paulo? Os senhores já pediram que os servidores públicos trabalhem no 19 de março? Afinal é Dia de São José e apenas é feriado por ser ele padroeiro da cidade. E na Páscoa?! E no Natal? Aliás o senhores folgam em feriados cristãos? Os senhores não podem ter folga remunerada nestas datas, afinal o Estado é Laico e não pode ser obrigado a pagar pelo seu descanso nos feriados cristãos.

O cristianismo é a representação cultural e de tradição mais forte existente no Brasil. Não existe nenhuma outra cultura mais ampla e prevalente do que esta. Na realidade apenas duas coisas tornam os brasileiros, brasileiros: a língua, que é apenas uma e o fundo social cristão. Afora isto nosso país é diverso de tal maneira que é difícil imaginar como de tamanha diversidade nasceu apenas uma pátria. Isso meus caros, não é apenas opinião, é fato mesmo. O que une o brasileiro é um conjunto de valores culturais que advém maciçamente do cristianismo com a colaboração e simbiose de diversas outras culturas. Negar essa cultura debaixo da alegação de Estado Laico é negar ser brasileiro como um todo. O Tupi, por exemplo, identificado tradicionalmente como língua indígena, na verdade é fruto de um trabalho de sistematização realizado pelos Jesuítas. É bem verdade que nem todos os vereadores de Itaperuna são cristãos, assim como nem todos os itaperunenses o são. Só que isso é irrelevante pois o que torna a Bíblia presença nas sessões não é o credo dos vereadores ou dos munícipes e sim a cultura por trás disto e os valores que disto advém.

Ao pedir a proteção de Deus e ler a Bíblia o que na verdade se busca são os valores milenares que formam o caldo da cultura nacional, inclusive o caldo da cultura jurídica do país. Afinal excelências, os senhores não podem acreditar realmente que o impede a bigamia no Brasil seja outra coisa que não os valores bíblicos. O cuidado com os vulneráveis? O respeito com os deficientes? O respeito a unidade familiar e a residência? A solidariedade alimentar entre parentes? A responsabilidade e cuidado com as crianças? Sejamos francos! Isso tudo só faz parte da nossa cultura jurídica e das leis, pois a cultura brasileira em geral advém do texto bíblico. Outras culturas, outros valores. Quantas culturas e nações defendem essas mesmas coisas em seus diplomas legais? Quantas delas são majoritariamente cristãs e não cristãs? Qual era a religião declarada dos parlamentares que aprovaram estes textos? O pedido para remoção do texto bíblico não é uma agressão a religiosidade apenas, é uma agressão ao coração da cultura nacional.

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