Estado do Rio: Disputa pelo governo leva Paes e Ceciliano a trocarem farpas na internet

Estado do Rio: Disputa pelo governo leva Paes e Ceciliano a trocarem farpas na internet

O embate político entre o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), e o secretário de Assuntos Legislativos da Presidência da República, André Ceciliano (PT), se intensificou nesta semana em meio às articulações para a sucessão no governo do estado. Após críticas públicas feitas por Paes, Ceciliano reagiu, classificando as declarações como excessivas e interpretando o movimento do prefeito como um possível sinal de neutralidade na eleição presidencial de 2026.

A troca de acusações ocorre em um cenário marcado pela possibilidade de uma eleição indireta para o governo fluminense no início de 2026, caso o governador Cláudio Castro (PL) deixe o cargo para disputar o Senado. Sem vice-governador, em razão da ida de Thiago Pampolha para o Tribunal de Contas do Estado, caberia à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) escolher um governador-tampão até o fim do mandato.

Paes afirmou que Ceciliano estaria articulando uma candidatura para essa eventual eleição indireta e o associou ao deputado Rodrigo Bacellar (União), ex-presidente da Alerj, afastado e preso no ano passado. Ceciliano negou articulação formal e afirmou que seu único projeto eleitoral declarado é a candidatura a deputado estadual, embora tenha reconhecido conversas com parlamentares sobre o cenário. Segundo ele, qualquer decisão dependeria de eventual impacto nacional, especialmente na disputa presidencial.

O secretário também criticou o posicionamento político de Paes e de aliados, acusando o prefeito de se distanciar do campo progressista. Paes, por sua vez, confirmou a intenção de disputar o governo do estado, reiterou apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou que não pretende nacionalizar a campanha. Nos bastidores, circula a possibilidade de um acordo para a escolha do secretário estadual da Casa Civil, Nicola Miccione (PL), como governador-tampão, o que poderia reduzir o conflito imediato, embora a sucessão estadual já antecipe um ambiente de disputa entre os grupos políticos envolvidos.

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