Estado do Rio: Eduardo Paes jura lealdade a Lula

Estado do Rio: Eduardo Paes jura lealdade a Lula

Depois de meses acumulando atritos com a esquerda e sinalizações públicas ao campo conservador, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), procurou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O objetivo da reunião foi reafirmar o compromisso eleitoral com Lula e tentar conter uma crise de confiança no entorno do presidente.

Na conversa reservada, fora da agenda oficial, Paes informou que pretende deixar a prefeitura em 20 de março para disputar o governo estadual. Como gesto político, comprometeu-se a apoiar a deputada federal Benedita da Silva (PT) ao Senado, recuo relevante diante da estratégia inicial de seu grupo, que apostava em uma chapa majoritária sem candidatos petistas.

A visita ocorre em meio ao avanço de articulações no Partido dos Trabalhadores (PT) que envolvem o risco concreto do partido lançar um nome próprio ao governo do estado nas eleições deste ano. O plano de parte do PT no estado envolveria lançar André Ceciliano, ex-deputado estadual e Secretário de Assuntos Parlamentares do governo federal, para a eleição indireta de governador que deve ocorrer em abril, tão logo o atual governador, Cláudio Castro (PL), renuncie para concorrer ao Senado.

Nesse cenário, como previsto na Constituição do Estado, caberia ao presidente do Tribunal de Justiça convocar uma votação indireta na ALERJ (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro). Ceciliano, que já foi presidente da Assembleia e mantém forte trânsito no legislativo estadual, poderia assumir o comando do governo estadual às vésperas da campanha, transformando-se em candidato natural à reeleição ou, ao menos, em um ator central na disputa.

Recentemente a direção estadual do PT lançou uma nota em que descartou o lançamento de candidatura própria ao governo do estado, declarando apoio ao projeto liderado por Paes. A nota provocou uma reação negativa entre militantes nas redes sociais. Após a publicação no Instagram, a manifestação do partido acumulava mais de 200 comentários, em sua maioria críticos à posição adotada pela direção estadual.

Fonte: Diário do Rio

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