Governo Milei lança programa de demissão para mais de 21 mil servidores públicas na Argentina


O governo do presidente Javier Milei anunciou um programa de desligamento voluntário voltado a 21.187 servidores da Administração Pública Nacional centralizada. A medida integra o plano de redução da estrutura estatal do país, iniciado no início da atual gestão.

De acordo com o decreto publicado, os cargos ocupados por trabalhadores que aderirem ao programa serão extintos definitivamente, ficando proibida a abertura de novas contratações para o preenchimento das vagas. Pelas regras estabelecidas, os servidores participantes não poderão retornar ao serviço público durante o período de oito anos. Além disso, ocupantes de cargos com mandato sindical deverão renunciar à função representativa para aderir à proposta.

Desde o início do governo Milei, cerca de 77 mil trabalhadores deixaram a administração pública argentina, número que abrange pessoal dos setores militar, de segurança e de empresas estatais.

A iniciativa foi contestada pela Associação de Trabalhadores do Estado (ATE), que convocou mobilizações contra a medida. O secretário-geral do sindicato, Rodolfo Aguiar, classificou o plano de adesão voluntária como uma “extorsão”, argumentando que os servidores enfrentam pressões do governo e risco de perda de postos de trabalho sem garantias de estabilidade, indenizações ou assistência médica.

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