A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) lançou em Belo Horizonte, o livro “Queijos Artesanais de Minas”. Tendo mais de 200 páginas, a obra reúne relatos de produtores de 16 regiões do estado, destacando a tradição, a resistência e o impacto social da atividade que se tornou símbolo da cultura mineira.
O evento de lançamento contou com a presença de várias autoridades e produtores rurais. A obra terá distribuição direcionada a instituições de pesquisa, produtores e entidades ligadas à valorização do setor.
O projeto é fruto de dois anos de pesquisa, incluindo visitas e entrevistas com 96 produtores. Os textos, assinados pelas jornalistas Carolina Daher e Ana Sandim, com fotografias de Magê Monteiro e Ignácio Costa, narram histórias de herança familiar e superação. Entre os destaques, a publicação resgata a repressão enfrentada por produtores de Araxá durante a ditadura militar e a trajetória do último tropeiro da Mantiqueira, que há 40 anos transporta queijos por trilhas entre Minas e Rio de Janeiro.
“O livro é o reconhecimento, a valorização e promoção desse produto. A produção artesanal leva dignidade, renda e qualidade de vida para o campo”, afirmou o presidente da Emater-MG, Otávio Maia. O secretário de Agricultura, Thales Fernandes, ressaltou a expansão do setor: o número de microrregiões caracterizadas saltou de sete, em 2019, para as atuais 16.
Dados da Emater-MG apontam que, em 2025, o estado produziu 32,1 mil toneladas de queijos artesanais, envolvendo cerca de 8,8 mil agroindústrias familiares. José Ricardo Osório, presidente da Associação Mineira do Queijo Artesanal, lembrou que o modo de fazer o produto é reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco.










