Mundo: Papa pede a autoridades da Nigéria que garantam a segurança de cristãos

A população da Nigéria, afetada por uma escalada de violência e sequestros, foi mencionada pelo papa Leão XIV. O pontífice manifestou preocupação com os recentes ataques contra comunidades do país e afirmou rezar pelas vítimas da violência e do terrorismo, além de expressar a expectativa de que as autoridades atuem para garantir a segurança da população.

Autoridades nigerianas informaram que ao menos 175 pessoas foram mortas em um ataque nas aldeias de Woro e Nuku, no estado de Kwara, na fronteira com o estado do Níger. O episódio é apontado como um dos massacres mais graves dos últimos meses. A região tem sido alvo recorrente de incursões armadas, sequestros e saques de gado. Durante o ataque, casas foram incendiadas e lojas saqueadas, segundo relatos locais.

No estado de Kaduna, nos últimos três dias, ao menos 51 pessoas foram sequestradas e seis morreram. Conforme fontes dos serviços de segurança citadas pela agência AFP, a área é a mesma onde, em janeiro, mais de 180 pessoas foram sequestradas e libertadas recentemente.

Na comunidade católica de Karku, homens armados sequestraram 11 pessoas, incluindo um sacerdote, e mataram outras três, na área do governo local de Kajuru. A arquidiocese de Kafanchan confirmou o sequestro do padre Nathaniel Asuwaye, pároco da Igreja da Santíssima Trindade. O ataque ocorreu durante a madrugada, entre sexta e sábado, na residência do religioso, e foi descrito por testemunhas como uma invasão realizada por um grupo terrorista.

Após a série de ataques, o presidente da Nigéria, Bola Tinubu, determinou o envio de um batalhão ao estado de Kwara. Nenhum grupo reivindicou a autoria do massacre, classificado pelo presidente como brutal. O governo estadual atribuiu a ação a células terroristas, enquanto Tinubu responsabilizou o grupo jihadista Boko Haram.

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