Uma pesquisa sobre qualidade de vida aponta que 68% dos moradores do Rio de Janeiro deixariam a cidade se pudessem morar em outro município. Outros 32% afirmam que permaneceriam. O dado integra o estudo “Viver no Rio de Janeiro: Qualidade de Vida”, realizado pelo Instituto Cidades Sustentáveis em parceria com a Ipsos-Ipec.
O levantamento ouviu 400 residentes com 16 anos ou mais, em dezembro de 2025. Apesar da intenção de saída majoritária, 40% avaliam que a qualidade de vida melhorou “muito” ou “um pouco”. Para 36%, a situação permaneceu estável, enquanto 24% consideram que piorou.
A segurança pública é apontada como o principal problema por 75% dos entrevistados. Saúde e geração de emprego e renda aparecem com 6% cada, seguidas por educação e transporte coletivo, citados por 3% respectivamente.
A pesquisa também mediu a avaliação da administração municipal: 27% classificam a gestão como ótima ou boa, 41% como regular e 28% como ruim ou péssima. Em relação à Câmara Municipal, 7% avaliam como ótima ou boa, 33% como regular e 53% como ruim ou péssima.
O estudo identificou ainda baixo interesse na participação política. Para 59%, não há vontade de se envolver na política local, 31% demonstram alguma disposição, e 9% afirmam ter muita vontade de participar.
Realizada de forma online com moradores da capital há pelo menos dois anos, a pesquisa tem margem de erro de cinco pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A iniciativa integra o Programa Cidades Sustentáveis, com cofinanciamento da União Europeia e parceria da Frente Nacional dos Prefeitos e Prefeitas e da Estratégia ODS.










