O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere (PSD), anunciou nesta semana a ampliação gradual do Grupo Especial do Carnaval carioca de 12 para 15 escolas de samba. A decisão foi confirmada após reunião com presidentes das agremiações e o presidente da Liga Independente das Escolas de Samba (LIESA), Gabriel David. Com a mudança, o Sambódromo passará a receber cinco escolas em cada uma das três noites de desfile.
De acordo com Cavaliere, a prioridade é garantir o avanço do Carnaval, mas a implementação depende de análises de logística, estrutura e regulamento. O prefeito afirmou que o aumento ocorrerá de forma progressiva, com ajustes no sistema de acesso e descenso, até que o número de 15 agremiações seja atingido.
O presidente da LIESA, Gabriel David, destacou que a transição exige diálogo com parceiros comerciais e a detentora dos direitos de transmissão. O contrato com a TV Globo vigora até 2028, enquanto outros patrocinadores possuem acordos até 2029 baseados no modelo de 12 escolas. O objetivo da Liga é atrair investimento privado para custear a expansão das três novas vagas, reduzindo a dependência exclusiva de verbas públicas.
Cavaliere garantiu que o Império Serrano estará na elite no próximo ano, independentemente do critério adotado pela LIESA. “Se for pelo ranking histórico ou pelo resultado do Carnaval, o Império está lá“, declarou o prefeito.
Atualmente, existe uma divergência sobre como preencher as novas vagas. A gestão municipal sugeriu o convite direto para as tradicionais Império Serrano, Estácio de Sá e União da Ilha. Já a LIESA defende que o acesso siga a classificação da Série Ouro de 2026. Por esse critério, subiriam o Império Serrano (vice-campeã), Unidos de Padre Miguel (3ª colocada) e União da Ilha (4ª colocada).











