Mundo: Cristãos são a comunidade mais perseguida do mundo, diz Vaticano

O arcebispo Ettore Balestrero, observador permanente da Santa Sé junto à ONU, denunciou em Genebra, na Suíça, que os cristãos representam a comunidade religiosa mais perseguida do mundo. Durante a conferência “Apoio aos Cristãos Perseguidos”, o diplomata revelou dados alarmantes: cerca de 400 milhões de fiéis — o equivalente a um em cada sete cristãos no globo — são vítimas de violência ou perseguição devido à sua fé.

De acordo com Balestrero, apenas no último ano, aproximadamente 5 mil fiéis foram mortos por motivações religiosas, o que representa uma média de 13 mortes por dia. O arcebispo classificou as vítimas como “mártires” que personificam valores que desafiam lógicas de poder e destacou que a impunidade dos agressores é um dos problemas mais graves no cenário global atual.

Sob a ótica do direito internacional, o representante da Santa Sé classificou a situação como uma “violação escandalosa dos direitos humanos”. Balestrero enfatizou que é dever do Estado proteger a liberdade de crença e impedir que terceiros violem esse direito, garantindo a salvaguarda dos fiéis antes, durante e após possíveis ataques.

O arcebispo também demonstrou preocupação com a situação na Europa. Citando dados da OSCE, ele pontuou o registro de cerca de 760 crimes de ódio contra cristãos no continente apenas em 2024. Além da violência direta, Balestrero denunciou a existência de uma “perseguição cortês”, caracterizada pela marginalização progressiva e exclusão de cristãos da vida política, social e profissional. Segundo o diplomata, normas legais e práticas administrativas têm sido usadas, mesmo em terras tradicionalmente cristãs, para restringir ou anular direitos legalmente reconhecidos dessa população.

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