As movimentações partidárias para as eleições de outubro no Rio de Janeiro ganham novos contornos com trocas estratégicas entre legendas. O PSD, liderado pelo prefeito da capital e pré-candidato ao governo, Eduardo Paes, registrou baixas e reforços recentes. O empresário Luciano Guerreiro, conhecido pela defesa da causa animal, deixou a sigla para se filiar ao MDB, em movimento articulado pelo ex-governador e atual prefeito de Piraí, Luiz Fernando Pezão.
Em contrapartida, o grupo de Paes atraiu o deputado federal Otoni de Paula, que estava em campo oposto. No âmbito da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ), a deputada estadual e pré-candidata à reeleição Lucinha confirmou sua saída do PSD, já o deputado André Corrêa (PP) mantém diálogos com o PSD e outras siglas, sem oficializar novo compromisso partidário até o momento.
Apesar das trocas, lideranças políticas avaliam que o ritmo das composições ainda é moderado e está condicionado a decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O cenário depende diretamente do julgamento previsto para o dia 24 que decidirá sobre a possível cassação do governador Cláudio Castro (PL). As variáveis incluem a permanência de Castro no cargo, uma eventual renúncia para disputar o Senado ou o afastamento definitivo, o que alteraria a estrutura das alianças.
Internamente, a cúpula do PSD mantém projeções otimistas. Com o quadro atual de nomes, o partido presidido por Gilberto Kassab estima eleger entre sete e oito deputados federais, além de uma bancada de 11 a 12 parlamentares estaduais no Rio de Janeiro.










