Sim, é isso mesmo que você leu. A situação política do estado do Amazonas agora influencia no Rio de Janeiro e vice-versa. Nesta semana a Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALEAM) elegeu indiretamente Roberto Cidade (União) governador do Amazonas. Roberto já tinha assumido o comando estadual quando das renúncias do governador Wilson Lima (União) e do vice Tadeu de Souza (PP), ele era Presidente da ALEAM. Lembra algum outro estado?
A similaridade das situações vividas pelo estado do Amazonas e Rio de Janeiro são grandes. A diferença ficou mesmo só no tratamento dado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a cada caso.
O Rio de Janeiro também viu seu governador e vice-governador renunciarem aos seus postos. Por outro lado, o Rio não viu o presidente da ALERJ (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) entrar na linha de sucessão e nem tem previsão de eleições para esse final de mandato. Só que a extrema judicialização no STF e a interferência constante daquele tribunal no que seriam as consequências naturais no caso do Rio agora podem complicar o cenário do Amazonas.
No caso do STF determinar eleições diretas aqui, ignorando a constituição estadual, teria que fazer o mesmo no Amazonas, anulando as eleições indiretas daquele estado, desfazendo todos os atos do governador Roberto Cidade. No caso de decidir por eleições indiretas, tem que restaurar também a linha de sucessão, colocando o presidente da ALERJ, deputado Douglas Ruas, na cadeira de governador, já que também foi assim no Amazonas.
Para completar o caso, se o STF optar por não decidir, tanto os opositores de Roberto Cidade, quanto os aliados de Douglas Ruas, ganham artilharia. Os opositores amazonenses podem questionar as eleições indiretas com base na situação do Rio de Janeiro, já os apoiadores de Ruas podem questionar a ausência de decisão do tribunal sobre o Rio de Janeiro com a não interferência do mesmo no Amazonas.











