A arrecadação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) apresentou um avanço expressivo no início de 2026, consolidando-se como uma das principais fontes de receita do governo federal. Segundo dados da Receita Federal, o tributo somou R$ 25,2 bilhões entre janeiro e março, o que representa um crescimento real de 44,45% em comparação ao mesmo período de 2025, quando o montante foi de R$ 17,4 bilhões.
O desempenho do IOF destoa do ritmo de crescimento das receitas federais totais. Enquanto a arrecadação administrada pela Receita Federal chegou a R$ 758,8 bilhões no trimestre — uma alta real de 5,59% —, o imposto sobre operações financeiras avançou em patamares significativamente superiores. Em comparação, o PIS/Cofins arrecadou R$ 153,1 bilhões (alta de 5,60%) e a receita previdenciária atingiu R$ 187,3 bilhões (alta de 5,37%).
A expansão da receita está vinculada a alterações recentes na base de cobrança. Desde maio de 2025, está em vigor a padronização da alíquota de 3,5% para compras internacionais, tanto com cartão quanto em espécie. Além disso, operações de crédito, como empréstimos e cheque especial, mantêm a cobrança de taxa fixa de 0,38% somada a uma alíquota diária, limitada ao teto de 3,38%.
O IOF incide sobre operações de crédito, câmbio, seguros e investimentos, sendo aplicado a pessoas físicas e jurídicas. Além do papel arrecadatório, o tributo funciona como um instrumento de controle econômico para o governo regular o custo do crédito no país. O resultado de 2026 sucede o recorde histórico de 2025, quando o IOF arrecadou R$ 86,4 bilhões.











