Brasil: Greve na educação federal ultrapassa 50 dias e atinge mais de 50 instituições federais

A paralisação nacional na educação federal atinge mais de 50 universidades e institutos, afetando aproximadamente 150 campi em todo o país. O movimento, que já ultrapassa a marca de 50 dias, é liderado por servidores técnico-administrativos que reivindicam o cumprimento integral de acordos firmados com o governo federal em 2024.

Segundo a entidade sindical, dos 16 pontos previstos nos Acordos nº 10/2024 e nº 11/2024, apenas uma parte foi efetivamente implementada. Uma das lideranças da paralisação, Ivanilda Reis, ressalta que a prioridade atual da categoria é a abertura formal de uma mesa de negociação. O impasse ocorre em um período politicamente sensível, a menos de seis meses das eleições, envolvendo uma base sindical historicamente ligada ao PT.

Entre as instituições com atividades suspensas estão a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). A adesão, contudo, é heterogênea: no Ceará, as federais não paralisaram, enquanto na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), a adesão é de apenas 10%.

O pano de fundo da greve é a restrição orçamentária para 2026. O orçamento discricionário das 69 universidades federais sofreu um corte de 7% em termos nominais, caindo de R$ 6,89 bilhões para R$ 6,43 bilhões — uma redução de R$ 488 milhões. Em contraste, o volume destinado a emendas parlamentares cresceu de R$ 48 bilhões para R$ 61 bilhões no mesmo período.

O Ministério da Educação (MEC) afirma que os compromissos assumidos “já foram cumpridos ou se encontram em fase de implementação”. A pasta declara manter diálogo permanente com as categorias e cita uma reunião realizada em Brasília no último dia 15 de abril para tratar do tema.

Compartilhe este texto:

Facebook
WhatsApp

Brasil: Greve na educação federal ultrapassa 50 dias e atinge mais de 50 instituições federais

Brasil: Greve na educação federal ultrapassa 50 dias e atinge mais de 50 instituições federais

Compartilhe este texto:

Facebook
WhatsApp