Os imóveis compactos em construção na Zona Sul do Rio de Janeiro consolidaram-se como ativos estratégicos para investidores internacionais. Levantamento da imobiliária Patrimóvel revela que, entre novembro de 2025 e abril de 2026, estrangeiros foram responsáveis por 32% das 54 vendas de unidades tipo estúdio nos bairros de Copacabana, Ipanema e Leblon.
Os argentinos lideram o ranking de compradores, seguidos por investidores da Espanha, Romênia, Suíça, França, Inglaterra e Nova Zelândia. O interesse concentra-se em áreas de alta procura turística, onde a proximidade com a praia e a facilidade de locação por temporada garantem liquidez e potencial de valorização.
A tendência aponta para uma mudança no perfil do investimento externo na capital fluminense. Se antes a busca priorizava apartamentos amplos, o foco atual recai sobre unidades menores em lançamentos que unem infraestrutura de serviços a localizações privilegiadas.
“O estrangeiro enxerga nos compactos da Zona Sul uma combinação rara entre localização, turismo e qualidade de vida”, afirma Vitor Moura, sócio-presidente da Patrimóvel. Segundo o executivo, esses imóveis funcionam tanto como investimento para renda quanto como base residencial para proprietários que frequentam a cidade.
A forte demanda em Copacabana, Ipanema e Leblon é sustentada pela infraestrutura consolidada de comércio, gastronomia e transporte dessas regiões. Para especialistas do setor, o volume de transações internacionais reforça o papel do mercado imobiliário carioca como um destino seguro para o capital global em busca de ativos com alta rotatividade e rentabilidade.










