O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a listar a sequência de vitórias da direita na América Latina e indicou o Brasil como o próximo alvo dessa ofensiva. Entre os nomes citados como vitoriosos de seu núcleo estão Santiago Peña (Paraguai), Nayib Bukele (El Salvador), Javier Milei (Argentina), Daniel Noboa (Equador), Nasry Asfura (Honduras), Rodrigo Paz (Bolívia) e José Antonio Kast (Chile).
Para consolidar essa aliança regional, o governo Trump apresenta o “Escudo das Américas” como seu principal instrumento. O projeto prevê uma parceria de segurança voltada ao combate a cartéis de drogas, ao crime organizado, ao tráfico de pessoas e à migração ilegal em massa, atuando por meio de compartilhamento de inteligência e ação coordenada entre os países participantes. O Brasil tem sido apresentado como o “próximo grande desafio” e o “peso pesado” político da região, em meio a debates sobre a integridade do sistema eleitoral brasileiro e a condução do pleito de outubro.
Em entrevista, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiu aos pontos articulados pelos Estados Unidos sobre o cenário político nacional. “Trump tem direito de ter as preferências eleitorais dele, mas as eleições do Brasil são um problema do Brasil”, declarou. O presidente brasileiro afirmou ainda que o presidente norte-americano não deveria interferir nas eleições brasileiras de outubro.










