Pesquisadores da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) estão aperfeiçoando a hipertermia magnética, tecnologia inicialmente usada na Alemanha para o tratamento do câncer. A pesquisa consiste na criação em laboratório de materiais magnéticos com propriedades ajustadas para aquecimento controlado, com potencial para aplicação também na leishmaniose e na limpeza de água contaminada por óleo. As inovações desenvolvidas pelo grupo serão apresentadas no I Workshop Interdisciplinar de Nanotecnologia e Inovação, marcado para os dias 5 a 7 de outubro de 2026, no Centro de Convenções da UENF.
O tratamento baseia-se na injeção de um fluido com nanopartículas magnéticas na área afetada, enquanto o paciente é submetido a um campo magnético alternado. As nanopartículas dissipam energia em forma de calor, elevando a temperatura local entre 41 e 45 graus para destruir células cancerígenas sem danificar tecidos saudáveis.
Enquanto a magnetita pura testada apresentou risco de superaquecimento, os pesquisadores sintetizam novos nanomateriais para manter a faixa de terapia segura. O trabalho é conduzido pelo Grupo Interdisciplinar de Nanotecnologia Aplicada às Biotecnologias (GINAB), integrado pelos professores Pablo Bernardo, Sérgio Seabra e Jefferson Rodrigues de Souza.
A pesquisa teve início em 2020 e conta com suporte de equipamentos adquiridos com recursos da Universidade e do Programa de Apoio à Pesquisa, Inovação e Cultura (PAPIC). Testes in vitro apresentaram resultados promissores, e o avanço para modelos animais aguarda a aquisição de um equipamento específico.











