Apoiadores de Lula reativam estratégia do “vira-voto” na reta final do 2º turno


A vantagem alcançada por Flávio Bolsonaro (PL) sobre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno das eleições presidenciais impulsionou novos movimentos de mobilização para tentar reverter votos no segundo turno. Diante da margem de 2,2 milhões de votos entre os candidatos e do índice de abstenção de 21,1%, entidades, militantes e influenciadores digitais reativaram estratégias de convencimento voltadas a eleitores indecisos, não votantes e simpatizantes de outros quadros políticos.

O conceito do “vira-voto”, caracterizado pelo apelo ao voto útil e pelo debate direto com o eleitorado, registrou precedentes nas disputas de 2018 e 2022. Na eleição atual, o engajamento de apoiadores petistas busca captar votos de candidatos derrotados no primeiro turno, além de tentar combater o absenteísmo. As ações combinam iniciativas nas redes sociais e mobilizações de rua com a utilização de dados e inteligência artificial para mapear perfis do eleitorado e comparar propostas de governo.

Análises de cientistas políticos indicam que a eficiência das campanhas de diálogo interpessoal reside na capacidade de traduzir o debate político para o cotidiano dos cidadãos e furar bolhas informativas. Por outro lado, especialistas ressaltam que a estratégia enfrenta desafios no cenário atual devido à predominância de candidaturas do campo da direita entre os nomes que disputaram a primeira etapa, o que impõe resistências ideológicas ao transposição de votos para a candidatura situacionista.

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