O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, afirmou que as instituições brasileiras precisam ser preservadas e defendeu o fim do Inquérito das Fake News, que tramita na Corte desde 2019 sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes. O pronunciamento foi feito no Palácio do Planalto, durante cerimônia com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Fachin destacou que a resposta da Corte aos desdobramentos recentes se dará estritamente dentro dos limites constitucionais, citando como metas prioritárias de sua gestão a implementação de um Código de Ética, a modernização do sistema judiciário e o encerramento do inquérito das Fake News. “Faremos o que é certo. Nenhuma autoridade está acima da instituição. A gravidade dos fatos não autoriza atalhos”, declarou o ministro, ressaltando que a atuação do STF será rigorosa, sem precipitação ou omissão.
A manifestação ocorre em um momento de forte fricção interna e externa no Judiciário, um dia após o presidente Lula cobrar integridade nas apurações ligadas ao caso Master e após o ministro Alexandre de Moraes solicitar a investigação do colega André Mendonça. Antes do evento no Planalto, Fachin já havia retirado o pedido de apuração das mãos de Moraes no âmbito do Inquérito das Fake News e solicitado posicionamentos do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do próprio ministro Mendonça sobre os relatórios da Polícia Federal.











