O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou, no final do ano passado, um decreto que reconhece oficialmente a cultura gospel como manifestação da cultura nacional e estabelece diretrizes para sua valorização nas políticas públicas de cultura. O ato é visto por aliados do governo como um gesto de aproximação com o eleitorado evangélico, segmento no qual a avaliação de Lula é pior.
Durante o discurso, o presidente afirmou que o decreto representa um gesto de reconhecimento histórico. Segundo ele, a iniciativa busca corrigir uma lacuna existente na política cultural brasileira. “É mais um passo importante de acolhimento e respeito à comunidade e ao povo evangélico do Brasil. É um ato simples, mas com força simbólica muito profunda”, disse Lula.
O texto estabelece que a cultura gospel e seus diversos elementos passam a ser considerados parte integrante da cultura nacional. Entre as manifestações reconhecidas estão a música gospel, em diferentes estilos, como louvor, adoração e hip-hop gospel, além de expressões corporais e cênicas, como dança de adoração, teatro e encenações religiosas.
O decreto também inclui artes visuais inspiradas na fé cristã, como pinturas, esculturas e artesanato, bem como a literatura religiosa e outras manifestações culturais baseadas na vida cristã. A norma determina ainda que as políticas públicas de cultura deverão contemplar diretrizes nacionais voltadas à promoção e valorização do gospel.











