O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez uma previsão de reajuste de apenas 0,37% (cerca de R$ 18,00) no piso salarial para professores da educação básica. O valor gerou forte reação de sindicatos contra o governo. A título de comparação, durante o mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro, o aumento do piso foi recorde, chegando a 33,24%.
A Lei do Piso do Magistério determina que o reajuste seja calculado a partir do Valor Anual por Aluno (VAAF) do Fundo Nacional de Educação dos dois anos anteriores. Em 2026, esse critério resultou no valor de 0,37%, ficando bem abaixo da inflação de 2025, que foi de 4%.
O FUNDEB (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica) sofreu contingenciamento e cortes nos últimos dois anos, impulsionados pela PEC do corte de gastos, aprovada em 2024. O fundo também sofreu por decisões do governo Lula que reduziram as transferências ao Fundo. Essa redução impactou diretamente o VAAF e, consequentemente, o reajuste salarial dos professores.
Após a informação ser divulgada, o ministro da Educação, Camilo Santana, publicou um vídeo nas redes sociais garantindo que, até o fim do mês, apresentará uma medida provisória com um novo cálculo e um valor maior para o piso do magistério.











