A chegada da menopausa marca uma fase de vulnerabilidade para a saúde da mulher devido à queda drástica nos níveis de estrogênio. Esse hormônio atua como um protetor natural das artérias e, com sua redução, o risco de infartos, acidentes vasculares cerebrais (AVCs) e insuficiência cardíaca aumenta significativamente.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as cardiopatias já representam um terço da mortalidade feminina global. O cardiologista José Marcos Moreira, do HSPE-SP, alerta que a diminuição hormonal facilita o desenvolvimento da doença arterial coronária.
Um dos maiores desafios é que, nesta fase, os sintomas de problemas cardíacos costumam ser atípicos e difusos, o que frequentemente retarda o diagnóstico e aumenta a letalidade. Diferente da dor aguda no peito comum em homens, as mulheres na menopausa devem estar atentas a sinais menos óbvios de infarto: Fadiga extrema, Desconforto atípico, Dores irradiadas e Manifestações físicas.
Especialistas recomendam que o acompanhamento cardiológico preventivo seja intensificado a partir dos 45 anos. Além dos exames periódicos, a adoção de hábitos saudáveis é decisiva para a proteção do sistema cardiovascular.











