Brasil: Senado terá disputa acirrada com reeleições e aposentadorias

Brasil: Senado terá disputa acirrada com reeleições e aposentadorias

Ao menos 33 senadores devem disputar a reeleição em outubro deste ano, quando dois terços das cadeiras do Senado (54 das 81) estarão em jogo. O cenário projeta uma das eleições mais competitivas dos últimos anos, marcada por disputas estratégicas, aposentadorias e articulações partidárias de olho no equilíbrio de forças no Congresso Nacional.

O site Agenda do Poder aponta ainda que 12 parlamentares seguem indecisos, enquanto 6 já afirmaram que não pretendem concorrer novamente. Entre os demais, há senadores que planejam buscar outros cargos eletivos, como governos estaduais, vagas no legislativo estadual/federal e até a Presidência da República, como é o caso do de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o que adiciona um componente nacional à corrida eleitoral do Senado.

A renovação da Casa ganhou relevância nos últimos anos por causa da estratégia do bolsonarismo de ampliar sua bancada para aumentar a pressão sobre o STF (Supremo Tribunal Federal). Decisões recentes da Corte, incluindo a condenação e prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e de aliados em processos ligados à trama golpista, intensificaram o embate político.

Caso consiga eleger senadores em número suficiente, o grupo bolsonarista avalia protocolar pedidos de impeachment contra ministros do STF, prerrogativa exclusiva do Senado. O principal alvo é o ministro Alexandre de Moraes, relator de processos que culminaram na condenação de Bolsonaro.

Entre os senadores que não pretendem concorrer novamente, seis estão em final de mandato e podem ficar sem cargo a partir de 2027. Parte desse grupo sinaliza aposentadoria da vida política, movimento que pode renovar significativamente o perfil da Casa.

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