Estado do Rio: A condenação de Castro e Bacellar e a complicada questão da sucessão estadual

O decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que levou o ex-governador Cláudio Castro (PL) a ficar inelegível vai mudar, novamente, toda a configuração do poder no estado do Rio de Janeiro. A situação da sucessão precisaria mesmo de um infográfico, mas vamos tentar explicar com um texto.

A questão toda é que Castro não foi condenado sozinho, junto dele também ficou inelegível e foi cassado Rodrigo Bacellar (União). Bacellar é presidente da ALERJ (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro), mas foi afastado do cargo pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Desta maneira assumiu interinamente o comando do legislativo fluminense, Guilherme Delaroli (PL).

Como Castro renunciou ao mandato, o primeiro na linha de sucessão seria o vice-governador eleito, Thiago Pampolha. Só que Pampolha renunciou para assumir uma vaga no TCE-RJ (Tribunal de Contas do Estado). Assim, o próximo na linha de sucessão seria Bacellar. Que por sua vez está afastado. Considerando que Delaroli é presidente interino, não entra na linha de sucessão. Desta forma o governo do estado caiu para o presidente do Tribunal de Justiça (TJ-RJ), desembargador Ricardo Couto, que assumiu nesta semana.

Voltando na história, com um novo “só que”, Bacellar foi cassado pelo TSE. Assim sendo, não é mais deputado e, por consequência, também não é mais presidente da ALERJ. Agora Guilherme Delaroli terá que chamar uma eleição para o cargo de presidente. A pessoa escolhida entrará novamente na linha de sucessão, assumindo o governo do estado no lugar de Ricardo Couto, que voltará para o TJ.

Uma vez no cargo de governador, o novo presidente da ALERJ terá que convocar uma eleição indireta para, ora vejam só, a cadeira de governador. Só que a pessoa escolhida terá de cumprir os complicados requisitos estabelecidos pelo ministro do STF, Luiz Fux. O que nesta altura do campeonato, já é praticamente ninguém.

Conseguiram entender? Se sim parabéns, a maioria não conseguiu.

No passado, quando esgotavam-se as alternativas de sucessão, chamavam o líder católico da província, no caso o Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro, Orani João Cardeal Tempesta. Só teria um problema. Dom Orani fará 75 anos, está deixando o cargo e aguardando a nomeação de um sucessor pelo Papa Leão XIV.

Cuidado com os arredores do Palácio Guanabara, se der bobeira te pegam para ser governador.

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