O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, revelou pela primeira vez o valor de sua remuneração durante o período em que acumulou a presidência do Tribunal de Justiça do Estado (TJ-RJ) com o comando do Palácio Guanabara. Em entrevista concedida à revista Veja, Couto afirmou que recebeu cerca de R$ 84 mil líquidos no mês de maio, montante que corresponde ao acúmulo das funções.
Durante a entrevista, o magistrado comparou esse valor ao salário previsto para o chefe do Executivo estadual, de aproximadamente R$ 21 mil brutos. De acordo com Couto, caso recebesse apenas a remuneração de governador, ele teria optado pela aposentadoria. Apesar da declaração, defendeu que o debate sobre os salários da magistratura seja feito de forma transparente, argumentando que o Estado precisa oferecer remuneração compatível para atrair profissionais qualificados para o Poder Judiciário.
O tema surgiu em meio a questionamentos sobre sua gestão interina, auditorias em contratos públicos, cortes de cargos comissionados, renegociação da dívida do Estado com a União, o caso Banco Master e a relação entre os Poderes. Ao comentar sua atuação, Couto reiterou que não pretende disputar eleições e que exerce o cargo por determinação constitucional. Sua prioridade declarada é concluir o período de interinidade promovendo ajustes fiscais e administrativos no Estado.
Na mesma entrevista, o governador em exercício reconheceu que assumir o comando do Executivo trouxe grande responsabilidade. Ele também revelou que jamais imaginou ocupar o cargo quando concorreu à presidência do Tribunal de Justiça.










