O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta semana a intenção do governo federal de incorporar as chamadas “canetas emagrecedoras” à rede do Sistema Único de Saúde (SUS). A declaração foi feita durante uma visita ao complexo industrial da farmacêutica Eurofarma, em Minas Gerais.
Segundo o presidente, a proposta tem como objetivo disponibilizar os medicamentos de forma gratuita para pacientes diagnosticados com obesidade que possuam indicação médica para o tratamento. Lula ressaltou que a utilização dos remédios deve estar associada à prática regular de exercícios físicos e à adoção de hábitos de vida saudáveis.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, explicou que a medida é respaldada pelo estudo Real-Bari, que analisa o impacto do uso de análogos de GLP-1 em pacientes da rede pública. Nesta fase inicial, o projeto acompanha aproximadamente 250 indivíduos com obesidade grave ou associada a comorbidades no Hospital Conceição, em Porto Alegre (RS).
Padilha destacou que a distribuição pelo SUS seguirá protocolos clínicos rigorosos, com foco em casos de maior gravidade clínica e alto risco metabólico, afastando o uso com finalidade meramente estética. A iniciativa baseia-se em diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) para ampliar o acesso a tratamentos contra a obesidade.
O anúncio acontece em um cenário marcado pela expiração da patente da semaglutida no Brasil, ocorrida em março de 2026, o que viabiliza a produção e oferta de versões genéricas do insumo em maior escala no país. A definição das regras finais de distribuição e dos prazos para a chegada dos medicamentos à rede pública dependerá da conclusão dos estudos de viabilidade e da chancela de órgãos reguladores.










