O presidente da Argentina, Javier Milei, voltou a criticar a burocracia e o funcionamento do Mercosul (Mercado Comum do Sul), durante discurso na cúpula da organização no final do ano passado. Diante dos demais chefes de estado do bloco, Milei apresentou sua avaliação sobre os entraves regulatórios e defendeu ajustes para ampliar a eficiência e a abertura comercial entre os países-membros.
Em seu discurso afirmou que o Mercosul ainda não alcançou plenamente objetivos como a livre circulação de bens, a coordenação macroeconômica e o aumento significativo do comércio intrabloco. Milei também ressaltou que, apesar do crescimento das trocas comerciais entre os países, elas representam cerca de 20% do total negociado pelo bloco.
O presidente argentino mencionou iniciativas recentes de desburocratização, como mudanças no Regime de Origem do Mercosul, implementadas em 2024, que permitem consultas diretas a produtores e exportadores para agilizar operações comerciais. Segundo ele, no entanto, essas medidas ainda não foram suficientes para destravar negociações e reduzir custos.
Ao abordar a tarifa externa comum, Milei afirmou que o mecanismo, embora proteja a indústria dos países-membros, pode gerar distorções ao encarecer produtos que poderiam ser importados de forma mais competitiva de fora do bloco. Ele citou dificuldades enfrentadas por empresas argentinas e brasileiras na importação de insumos entre si.
Encerrando sua fala, o presidente argentino defendeu que o Mercosul avance em direção a um modelo mais aberto, eficiente e integrado ao comércio global, com maior flexibilidade para que os países negociem acordos. Segundo Milei, mudanças estruturais seriam necessárias para aumentar a competitividade e a prosperidade do bloco.











