O Tribunal Federal de Abuja condenou quatro homens à morte por enforcamento em decorrência do ataque contra uma igreja católica no estado de Ondo, no sudoeste da Nigéria. O atentado, ocorrido em 2022 durante uma missa de Pentecostes, resultou na morte de 40 a 50 pessoas, consolidando-se como um dos massacres mais mortais da história recente do país africano.
Conforme o juiz Emeka Nwite, as nove acusações apresentadas contra os réus foram comprovadas sem qualquer dúvida razoável. Durante a ação, os criminosos abriram fogo com rifles contra os fiéis e detonaram explosivos no interior do templo religioso.
A sentença aponta que os réus foram condenados por participação no grupo terrorista jihadista Al Shabab e em sua dissidência, o Estado Islâmico da Província da África Ocidental (ISWAP). Os crimes incluem conspiração para a execução de atos terroristas, sequestro, tomada de reféns e assassinato.
A Nigéria enfrenta ações do grupo extremista Boko Haram desde 2009, com um agravamento do cenário de violência a partir de 2016, impulsionado pelo surgimento do ISWAP. Ambas as organizações buscam a imposição de um estado islâmico no território nacional, que é marcado por uma divisão demográfica de maioria muçulmana na região norte e predominantemente cristã no sul.
O confronto militar contra as facções terroristas registrou intensificação após as forças nigerianas realizarem, em conjunto com os Estados Unidos, uma série de ataques aéreos no final de dezembro de 2025 contra bases jihadistas localizadas no noroeste do país.











