A Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) projeta desaceleração no crescimento da economia brasileira. Segundo dados do relatório Trade and Development Report 2026, divulgado nesta sexta-feira (9), o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deve avançar 1,8% em 2026 e 1,5% em 2027. O ritmo acompanha a tendência global, com a expansão mundial estimada em 2,6% para este ano e 2,7% para o próximo.
Entre os fatores apontados para a contenção da atividade econômica estão choques energéticos, aperto monetário, elevação nos custos de crédito e a crescente fragmentação geoeconômica. No panorama internacional, as projeções do organismo indicam altas de 2,1% em 2026 para os Estados Unidos, 4,5% para a China e 7,3% para a Índia, enquanto a América Latina e o Caribe devem registrar avanço de 2,1%.
O levantamento destaca ainda que o volume do comércio global deve crescer aproximadamente 4% em 2026, impulsionado por reajustes de preços. A entidade sinaliza forte concentração de ganhos em setores tecnológicos, onde a cadeia de infraestrutura para inteligência artificial retém a maior parcela de valor adicionado entre projetistas e fabricantes de semicondutores, enquanto repasses aos trabalhadores e países fornecedores de matérias-primas permanecem em patamares reduzidos.










