A rede de brinquedos Ri Happy e outras cinco empresas do grupo pediram recuperação extrajudicial à Justiça de São Paulo no domingo (18/10) para renegociar R$ 827,4 milhões em dívidas. Segundo o pedido, credores que representam R$ 308,8 milhões do total já aceitaram participar das negociações, o equivalente a 42,38% do valor incluído no plano.
No documento, obtido pelo g1, o grupo atribui as dificuldades financeiras aos efeitos da pandemia, aos juros elevados, à queda nas vendas do varejo e à concorrência de plataformas internacionais de comércio eletrônico, como Shopee e AliExpress. O pedido foi apresentado pouco mais de um mês após a aquisição do grupo pela BluSun Capital, anunciada em agosto. Desde então, a empresa é liderada por Héctor Nuñez, fundador da gestora.
A recuperação extrajudicial envolve a Ri Happy, a Brincar Marcas e Participações, a Drh Casa de Festa, a New Toys Comércio, Distribuição e Importação, a Partout Administração de Franquias e Bens e a Pbkids Brinquedos.
Segundo o documento, o grupo possui cerca de 292 lojas no Brasil e mais de 2.600 funcionários. A empresa informou que as unidades físicas e os canais digitais continuam funcionando normalmente, enquanto a nova gestão implementa medidas para reduzir custos, melhorar a liquidez e reorganizar as dívidas.
A companhia também citou uma renegociação de aproximadamente R$ 292 milhões em dívidas bancárias realizada em 2023, que não produziu a recuperação econômica esperada. O grupo afirma ainda que a concorrência de produtos importados vendidos a preços menores pressiona os resultados.
A Ri Happy declarou que pretende ajustar os compromissos financeiros à capacidade de geração de caixa e preservar a continuidade das operações. O resultado da reestruturação dependerá das condições do plano e da adesão dos credores. A empresa Estrela, fabricante de brinquedos conhecida por marcas como Banco Imobiliário e Genius, também recorreu à Justiça em maio, quando apresentou um pedido de recuperação judicial.





