O advogado e ex-governador do Rio de Janeiro, Nilo Batista, de 82 anos, em entrevista ao portal Correio da Manhã, defendeu o fim da interinidade do desembargador e presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto. Nilo é professor de Direito Penal da Universidade Federal do Rio de Janeiro e foi vice-governador de Leonel Brizola, assumindo o posto de governador quando este renunciou para concorrer a presidência. Ele também já foi presidente da Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro, Secretário de Estado da Polícia Civil e Secretário de Estado de Justiça.
Embora seja bastante crítico ao ex-governador Cláudio Castro (PL) e seu grupo, Nilo reconheceu que a legalidade neste momento seria a recomposição da linha de sucessão e uma eleição indireta através da ALERJ (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) para escolher quem comandará o estado até o final do ano.
“(…) quem tem posição é a Constituição e a lei eleitoral. Rigorosamente, essa eleição deveria ser indireta. Eu sei que a eleição indireta conduz à presidência um parlamentar da extrema direita. Sei disto, mas também sou jurista.” disse ele. E completou “Como brizolista, sou insuspeito para dizer. O deputado do PL deve ganhar (Douglas Ruas), vai se encastelar no Guanabara e fazer a campanha com a caneta na mão. Vai ter uma vantagem. Mas não é o que está na Constituição?”
Ele também criticou o discurso do Ministro Gilmar Mendes ao associar a classe política do Rio de Janeiro a criminalidade “A diferença entre o mais conspícuo, correto, probo e honesto magistrado e o mais suspeitável deputado é que esse deputado foi eleito pelo povo.“











