As empresas estatais monitoradas pelo Banco Central encerraram os cinco primeiros meses de 2026 com déficit primário de R$ 7,4 bilhões. No acumulado de 12 meses até maio, o saldo negativo chegou a R$ 9,7 bilhões. Em maio, porém, as estatais registraram superavit de R$ 0,3 bilhão, segundo as Estatísticas Fiscais divulgadas pelo BC.
No primeiro trimestre, as estatais federais acumularam déficit de R$ 4,4 bilhões, maior valor nominal da série histórica iniciada em 2002. O resultado representa alta de 151,2% em relação ao mesmo período de 2025, quando o saldo negativo foi de R$ 1,8 bilhão.
As estatais estaduais também encerraram o trimestre com déficit recorde para o período, de R$ 1,5 bilhão. A última vez que as empresas federais registraram superavit no primeiro trimestre foi em 2022, quando o saldo positivo alcançou R$ 6,6 bilhões.
Apesar do resultado positivo das estatais em maio, o setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 56,1 bilhões no mês. Em 12 meses, o rombo acumulado atingiu R$ 149 bilhões, equivalente a 1,14% do PIB. No mesmo período, os juros nominais somaram R$ 1,11 trilhão, ou 8,48% do PIB, enquanto a Dívida Líquida do Setor Público chegou a 67,9% do PIB em maio.
O levantamento do Banco Central exclui as estatais financeiras, como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BNDES e o grupo Petrobras. Segundo a instituição, o indicador mede o impacto das estatais nas contas públicas. Já o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos contesta a metodologia, afirmando que os dados não refletem a saúde financeira das empresas por não detalharem indicadores contábeis.











